Iniciação

O texto a seguir é mais uma contribuição para a nossa série “Contos Secretos” onde os leitores enviam textos, contos ou relatos da sua vida secreta.

Este, em especial, mostra uma visão bem feminina de uma primeira vez, e ainda trata de um tema bem pouco comentado, quase um mito entre as mulheres, que é o hímen complacente.

Bom de ler. Obrigada Cláudia. Espero que os leitores da Vida Secreta gostem tanto do texto quanto eu gostei.

Iniciação – Texto de Claudia Motta

Mulheres e homens parecem encarar de forma diferente sua iniciação sexual. As mulheres são ensinadas a se “preservar” e só se entregar ao homem que elas amem. Homens desde cedo são incentivados a viver plenamente a sua sexualidade, só assim serão considerados machos.

Gostaria de relatar a minha iniciação sexual que deve ser bem parecida com a de outras mulheres, mudando logicamente o homem responsável por isso, o lugar e um ou outro detalhe. Mas a essência deve ser a mesma, pois os relatos que ouvi de muitas amigas se fazem bem semelhantes.

Foi assim: Tinha um namorado que foi a minha primeira paixão, daquelas de tirar a fome e o sono, daquelas que só nos sentimos bem ao lado dele, acho que todo mundo já sentiu isso pelo menos uma vez na vida. Uma sensação maravilhosa de andar sem os pés no chão, tudo parece um sonho, que nos faz acreditar ter encontrado finalmente o Amor, tão cantado pelos poetas, aquele sentimento maravilhoso sem o qual a vida não tem nenhum sentido. Pois bem, eu vivia assim quando estava ao lado dele.

Namoramos por quatro anos, no começo o namoro era só aquela fase de conquista e exploração dos sentimentos, com o passar do tempo foi ficando mais íntimo, os carinhos mais intensos e já não nos satisfazíamos mais com os beijos e amassos que eram cada vez mais intensos, gozar sem penetração estava se tornando uma tortura.

Foi ai que resolvemos que iríamos para a cama. Tudo foi planejado com antecedência, o dia e hora, ele dividia o apartamento com um amigo e programou para estar sozinho naquela noite. Eu disse em casa que iria a uma festa na casa de uma amiga e dormiria lá, ah! Nessas horas ter um cúmplice se faz fundamentar, para que nada pudesse dar errado.

Passei o dia muito ansiosa e com medo do que estava prestes a fazer, tomei um banho bem demorado, me depilei e usei o perfume predileto dele. Na hora combinada ele chegou na minha casa e saímos para a “festa” na casa da minha amiga. O apartamento dele era perto de minha casa, um percurso de não mais que dez minutos a pé, para mim aquele tempo foi a eternidade, parecia que não íamos chegar nunca.

Quando finalmente chegamos ele abriu a porta e tivemos a primeira surpresa, o amigo dele ainda estava em casa. Ele disse que iria sair mais tarde pois estava esperando um telefonema. Meu namorado me levou até a cozinha e disse que tudo bem, nós podíamos ir para o quarto dele sem problemas, que ele já não aquentava mais de tanto tesão, realmente dava para notar pelo volume que via em sua calça. Mas eu disse que não, só iria para a cama com ele quando estivéssemos completamente sozinhos. Ele saiu da cozinha e foi conversar com o amigo na sala, não sei o que ocorreu mais ele retornou em seguida dizendo que estava tudo certo e o amigo dele apareceu para se despedir e foi embora.

Fomos para o quarto e começamos a nos beijar e ele foi tirando a minha roupa enquanto acariciava meus seios, suas mãos quentes percorriam o meu corpo, eu desabotoei sua calça, abri o zíper e ele rapidamente se livrou dela fazendo-a cair, acariciei seu pau por cima da cueca enquanto ele me levava para a cama. Estava só de calcinha e ele de cueca, ele me fez deitar enquanto sua boca percorria o meu corpo e sua língua passeava pelos meus mamilos, suas mãos acariciavam minha barriga e finalmente meu sexo, agora totalmente molhado de tanto tesão. Tirei a sua cueca e pude ver pela primeira vez ele totalmente nu, tinha um corpo lindo e musculoso, a visão daquele corpo que eu tanto desejava provocava um misto de ansiedade e medo. Acariciei aquele membro maravilhosamente duro sem saber exatamente o que devia fazer com ele. Nessa altura ele já havia tirado a minha calcinha e suavemente abriu as minhas pernas e começou a acariciar o meu sexo com seu pau, aquele movimento de vai e vem foi aumentando até que ele finalmente tocou a entrada de minha vagina com mais força e eu senti uma dor que me fez retesar os músculos, naquela hora a dor era maior que o prazer e eu pedi para que ele parasse. Ele tentou me acalmar dizendo que se eu relaxasse não iria doer, e ele prometia ser bastante delicado, que só poria a cabeça, lógico que eu acreditei, santa ingenuidade!. Enquanto falava comigo me acariciava e aos poucos fui relaxando, quando ele percebeu isso tentou de novo me dizendo que se doesse parava, de novo eu acreditei. Viva a inexperiência!

Como era de esperar, dessa vez ele não parou e senti uma dor como se algo tivesse rompido literalmente. Na hora que isso aconteceu pude sentir o que era ter um homem dentro de mim, foi uma sensação estranha, era como se dor e prazer se misturassem, sem que eu pudesse definir onde começava um e terminava o outro. Senti que ele ia gozar e pela primeira vez soube qual é a sensação de ter dentro de mim um jato agradavelmente quente e viscoso, eu só conseguia olhar para a expressão do rosto dele, totalmente concentrado naquele momento, todos os seus músculos retesados, até que senti um espasmo de seu membro e finalmente soube o prazer que uma mulher pode dar. Pelo menos naquela hora achava que sabia, depois fui descobrir que aquilo não era nada comparado ao prazer que poderia proporcionar a medida que aprendia a ser de fato uma mulher. Não gozei, estava muito ocupada tentando entender o que se passava comigo.

Quando ele saiu de dentro de mim, me beijou apaixonadamente e fez a pergunta clássica: – Foi bom para você?

Disse que foi um pouco doloroso e eu ainda não era capaz de dizer se havia gostado, ele me falou que era assim mesmo mas que quando fizéssemos de novo eu ia gostar. Ficamos abraçados e eu sentia aos poucos minha respiração voltando ao normal e encostada no seu peito, podia sentir que o coração dele aos poucos desacelerava. Veio uma sensação de calma e relaxamento e dormimos por um bom tempo abraçados. Quando acordei senti algo quente escorrendo pelas minhas pernas. Levantamos e fomos tomar um banho, foi maravilhoso, ele se mostrou absurdamente carinhoso comigo e depois do banho foi até a cozinha buscar o jantar que havia comprado com antecedência. Só ai percebi que estava com muita fome, sexo abre o apetite, mais uma descoberta que fiz naquela noite. Essa noite marcou a minha vida para sempre e eu sabia que de agora em diante minha vida seria diferente.

Conversamos muito e ele me disse que gostaria que fosse a primeira vez para ele também, o que me faz rir e dizer que ainda bem que não era, afinal alguém tinha que saber o que fazer.

Depois disso começamos a nos beijar e logo a vontade de começar tudo de novo voltou. Novamente ele me tranqüilizou e quando me penetrou pela segunda vez naquela noite, nós dois tivemos uma surpresa, era como se eu ainda fosse virgem, ele disse que não entendia, mas sentia a mesma resistência como se o meu hímen ainda estivesse lá, e que eu continuava muito apertada como se ele ainda não tivesse me possuído.

Para ele era uma sensação nova e muito gostosa, para mim, bem foi tudo de novo a mesma sensação de uma certa dor e prazer, mas dessa vez consegui relaxar mais e foi melhor. Depois descobrimos que eu tenho o que se chama de “hímen complacente”, ou seja ele de fato não se rompe, é mais elástico, permite a entrada do membro sem haver rompimento total. É um pouco diferente, mas com o tempo aprendi a ter um imenso prazer e proporcionar ao homem que está comigo também muito prazer por conta desse acaso da natureza, depois conto como é possível…