A aposta – Conto Erótico

Nunca fui de criar o bicho solto. Quando se está pelado e sozinho é até legal sentir o vento nas partes, mas usar bermuda, sem cueca, sabendo dela ao meu lado de vestidinho sem sutiã e calcinha era um sacrifício. Estava impossível não ficar o tempo inteiro de barraca armada. Se ela queria me constranger conseguiu, pois não havia nenhum ser humano (homem, mulher, novo ou velho) que não desse uma olhadinha. Curiosamente cada olhada, masculina ou feminina, nela ou em mim, enquanto passeávamos de mãos dadas no shopping, me enchia cada vez mais de tesão.

Uma das coisas que eu mais amo na minha garota é exatamente esta impetuosidade dela em me envolver e excitar. Nunca sei qual será a próxima ousadia.

A aposta aconteceu quando fui buscá-la em casa. Estava visivelmente entediado em ter que acompanhá-la ao shopping. Ela sabe o quanto odeio este tipo de passeio, mas assim que abriu a porta de casa, veio com a proposta: “Vamos fazer uma aposta?” e eu curioso, perguntei qual. E ela então foi falando: “Duvido que você seja capaz de passar duas horas no shopping comigo, você sem cueca e eu sem calcinha e sutiã, sem querer sair do ambiente por qualquer que seja o motivo.” e dizendo isso ela foi desatando o sutiã, descendo a calcinha e jogando-os no sofá. “Agora você!” falou desafiadora.

Nem preciso dizer que, apesar do susto com a tal aposta, meu pau deu logo sinal de vida, né?! Nunca vi um sujeito tão sem convicção do que o meu pau. Vê-la ali, à contra luz, com aquele vestido soltinho e carinha de safada, sabendo-a sem nada por baixo, já me dava um tesão absurdo.

“E o que ganho se conseguir?”, perguntei cheio de má intenção, e ela explicou que o perdedor teria que realizar uma fantasia do outro, qualquer uma que fosse sem negociação. Neste momento, engoli em seco, se conseguisse passar as tais duas horas com ela (tesuda e tesante) ao meu lado, sem sair dali correndo para dar um trepada ou para tirá-la dos olhos de cobiça alheios, estaria bem de vida, mas senão… Sempre tive medo e tesão das idéias dela, as não negociáveis então, me causavam arrepios, mas aceitei. Tirei a cueca, recoloquei a bermuda e me senti o homem berinjela, já que nem pensar em carneirinhos me tirava daquela ereção.

Minha garota é um tipo bem comum, acho que o que a faz especial é justamente aquela mente incrivelmente safada que tem. Ah, e sua autoconfiança. Não há nada que faça uma mulher mais gostosa do que confiar em seu próprio taco. E nisso ela confia. Cada passo dela fazia o tecido roçar em seus mamilos que, não sei se por puro tato ou tesão, mantinham-se por todo o tempo rijos. Eventualmente ela dava uma corridinha para olhar uma promoção e me chamava, era inevitável não perceber na leveza do tecido sobre a pele e a completa ausência de algo por baixo. Se eu percebia, imaginem os outros.

A todo instante eu percebia algum olhar sobre ela. De algumas mulheres era, nitidamente, de ódio por tamanha ousadia. Penso que se pudessem colocariam guias em seus homens para não olhar pra ela. Dos homens era desejo, tesão, cobiça. Perdi a conta das vezes que quis puxá-la pelo braço e sair dali. Enquanto ela passeava linda e poderosa. Eventualmente se abaixava um pouco e me olhava safadinha. Literalmente me desafiando. Isso quando não me agarrava no meio de todo mundo para roçar aquela xotinha pelada em meu pau pra lá de sensível e duro.

Nunca tive uma ereção tão intensa, demorada. Olhava minuto a minuto meu relógio, no desespero para que a hora passasse rápido, mas não. O ponteiro estava em guerra comigo. No entanto, o golpe de misericórdia dela (mulheres sabem ser perversas quando querem), foi quando alegando um calor absurdo ela parou para comprar um sorvete. Putz…

Vê-la sentada, de pernas cruzadas, sob o olhar do mundo (a esta altura ela já tinha seguidores pelo shopping), dando lambidelas obscenas no sorvete, enquanto me olhava nos olhos sorrindo… Ah, isso foi demais pra mim. Principalmente quando uma gotinha de sorvete (acho que propositalmente) caiu no decote e ela com a carinha mais ingênua do mundo, apenas olhou e deixou-o escorrer para dentro da roupa conduzindo o meu olhar. “Ops, acho que melei um pouquinho!”

Aí ferrou! Nem olhei pro relógio, foda-se a aposta. Só peguei-a pela mão e disse: “Vamos, precisamos sair daqui agora, necessito te comer de qualquer jeito!” enquanto a arrastava pelos corredores do shopping com o pau duro e melado sob a bermuda, quase explodindo de tanto tesão. Ela me seguia rindo, só disse alguma coisa quando já estávamos no carro, fora do shopping, a caminho de casa. E disse, muito rapidamente antes de abaixar minha bermuda e cair de boca em meu pau: “É… Já que quem ganhou fui eu, minha fantasia começa agora. Trate de ficar quietinho, viu moço?!”

Apenas respirei fundo e suando frio de tanta adrenalina, tentei me concentrar na estrada, rezando para que não fosse pego por uma blitz no meio do caminho, mas amando aquela boca louca me mamando o pau enquanto desesperadamente eu dirigia pra casa. Não queria nem pensar no que viria depois, confiar naquela doida era como entrar numa montanha russa. Até sabia que estava em segurança, mas era inevitável não fundir um pouco de medo e emoção.