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(…) espero que vc possa me ajudar, não tem haver com sexo, pelo menos no meu ponto de vista.
Tenho… (hj bem menos, me controlo mais) mania de ficar pelado na frente de algumas pessoas, de preferência mulheres, (nenhuma sabendo da outra) faço isso quando saio do banho, dou uma de migué,
Já fiquei pelado na frente das duas cunhadas minhas (irmãs de minha mulher) uma prima dela…todas eu adoro muito, mas não tenho tesão por elas, adoro elas como irmãs (eu não tenho irmã) e tb…não vá dar risada…. a considero muito mesmo, como mãe…..ela já me viu pelado mais de uma vez… minha sogra, não sinto vergonha, eu me sinto até bem, como se tivesse algo a mais…sei lá. O dito cujo sempre em descanso. (…) me bate uma vontade de ficar pelado na frente de minha sogra, queria que ela ficasse me vendo na boa…sei lá, antes até sonhava, era perturbador.Â
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 Te pergunto, porque isso??? Quero me curar disso, ME AJUDA…Â
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E lendo este primeiro mail (vieram alguns mais depois), só conseguia ver a última frase piscando diante dos meus olhos, feito um letreiro em neon: “Me ajuda!†Lembrei que recentemente o Dr. Love do PdH, em um dos seus momentos mais suaves (ele anda muito ácido ultimamente), comentou com bastante propriedade, com aquela objetividade e humor que lhe é peculiar, uma pergunta bem parecida. Ele disse em poucas palavras o que eu disse em muitas, mas no fundo é isso aÃ.Â
“Quando se deseja tratamento, o caminho está na sala de um psicanalista e não em praça pública.â€
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Acredito que se o fulano tem prazer em ficar nu diante dos outros, masturba-se sonhando com o dedão do pé direito da empregada, se só tem ereção cheirando os fundilhos da calcinha da esposa… Sinceramente?! Isso é de cada um. Independente da forma, o que importa é o prazer, mas… Entendam que eu disse prazer, e não sofrimento. Alguém que pede ajuda é porque de alguma maneira sofre. E se sofre, tem que pedir ajuda sim, no entanto, a Bzinha aqui pode até ser muito compreensiva e já ter visto de tudo um pouco, mas não é psicanalista. Muito pelo contrário, já precisei, procurei e procurarei quantas vezes forem necessárias caso eu encane com isto ou aquilo. Já namorei um exibicionista, sou eventualmente exibicionista, lido freqüentemente com pessoas que tem este fetiche a questão é: Â
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“Até que ponto temos o direito de nos exibir sem constranger o outro?â€Â
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O F. , um ex-amor, é muito exibicionista, no orkut ele faz parte de uma comunidade sobre “naturismo indoor“  ou seja, que curte ficar peladão em casa e quem quiser olhar pelas frestas da janela que olhe, ele está na casa dele. Também ama se expor em casas de swing (não foi comigo, porque ainda sou virgem neste tema), festas fetichistas… Estas coisas. No entanto, todo este exibicionismo dele é bem dosado e direcionado para lugares e pessoas especÃficas. Acredito que ele se sentiria extremamente bem em uma praia naturista, por exemplo.
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Já comentei também aqui de um exibicionista virtual, que adorava não apenas mostrar-se, como obedecer tarefas. Neste caso rolava a fantasia da humilhação e submissão também. Outro caso de exibicionismo digital foi há muitos anos, nos tempos que eu ainda usava o messenger do yahoo. Lá, não sei se vocês lembram, enquanto estávamos na sala de bate-papo, eventualmente aparecia uma janelinha dizendo “fulano deseja compartilhar a web cam com você†e volta e meia ao abrir antes de aparecer um rosto, aparecia um pau bem duro… risos. O caso mais bizarro foi quando abri uma dessas janelinhas e vi um casal trepando. Detalhe, só via a bunda subindo e descendo, com as perninhas entrelaçadas nas costas do homem. Foi impossÃvel não gargalhar. Se era pra ser excitante, só deve ter sido pra ele, pra mim, foi apenas hilariante. Aliás, este é o grande ponto da exibição. O exibicionista se excita com a surpresa e (talvez) com o constrangimento do outro. Curiosamente, dificilmente um exibicionista está preocupado com o prazer voyeurista do expectador. Ou seja, se o outro gostar, bem, senão… Ele se mostra assim mesmo.
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Como uma exibicionista virtual, nunca fui chegada a ficar me mostrando na webcam, ainda que eventualmente isso já tenha acontecido. Meu barato maior é mostrar pedacinhos de mim através de fotografias. No fundo gosto de atiçar a libido alheia dispondo as peças de um quebra-cabeças. A imaginação de cada um, monta a B. que bem desejar.
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Sei que o caso do meu leitor é um pouco mais sério, como eu disse, ao contrário de mim, ele sofre. Não chega a ser um prazer, mas uma compulsão. Tanto, que se pudesse, não faria. Fica então a única dica possÃvel. Como já disse o Dr. Love, se busca uma cura, primeiro tem que buscar tratamento. E o profissional mais indicado é sem dúvida o psicanalista, e não esta mocinha que aqui escreve.