Li Lei e Wang Yang, dois jovens na casa dos 20 anos, assinaram os papéis do divórcio para ficar com seus amantes. O caso deles é tÃpico da geração dos “filhos únicos” das classes médias e altas chinesas. Eles são incapazes de formar laços afetivos, segundo especialistas citados hoje pelo jornal China Daily.
“Casamentos na elite chinesa servem mais para reunir fortunas que para criar uma relação. Quando um parceiro com melhores perspectivas surge em sua vida, alguns, como Li e Wang, não perdem tempo para se separar”, disseram os especialistas.
Os “imperadores” e “imperatrizes” são fruto da proibição de ter mais de um filho por famÃlia, em vigor desde 1979. Eles foram mimados por pais e avós e hoje só dão prioridade a suas necessidades, disse o psiquiatra Fucius Yunlan.
“São muito frágeis para criar laços afetivos horizontais e se comunicar com outras pessoas de sua própria geração. Tendem a aplicar uma aproximação vertical em suas relações”, acrescentou o especialista.
EFE
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Sei lá… Ler este texto me deu uma certa melancolia. Esquecendo modelos de jovens “imperadores” ou “imperatrizes”, já que a explicação de tal modelo é tÃpico da China… O imediatismo das relações é um fenômeno mundial, a eterna insatisfação e incompreensão em ver o outro como um indivÃduo e não como a projeção das nossas carências, faz ser humanos cada dia menos tolerantes, mais exigentes e, consequentemente, mais solitários… Uma busca sem fim.
Putz! Fiquei de bode…