B.

Às vezes sou bem insossa… Bebida alcoólica quase não me apetece (quase, porque me dou direito a um vinho em ocasiões especiais), não fumo, não me drogo, evito comer frituras, vivo em guerra com a balança, uma constante reeducação alimentar, saio pouco, falo demais, só trepo de camisinha, não traio quando estou apaixonada, não acredito em promessas de amor ao pé do ouvido, costumo ser fiel aos meus amigos e indiferente a quem não tenho nada a dizer. Ok, não sou um anjo de candura, nem tão politicamente correta assim. Não sou puta, mas não sou santa. Já trepei ao ar livre, ainda por cima à luz do dia, traí amiga com o seu melhor namorado, amarrei parceiro sexual na cama, tive prazer com isso, transei em primeiro encontro, com três em uma mesma semana, parei de contar depois dos trinta, prometi ligar e não cumpri. Já menti que foi ótimo, comi homem e gostei, demorei transar mulher, amei. Ainda tenho fantasias inconfessáveis, não sei se realizá-las é um fim. Tento não pensar em casamento e filhos. Já chorei sozinha, não me reconheci no espelho. Desisti de ser “super”. Parei, respirei fundo, olhei de novo e, finalmente, fiz as pazes comigo. Me aceitei. Ufa!

UP DATE:

Depois de tres dias de viagem, mostrando o blog e este post a um amigo (que me conhece bem demais) ele me deu um banho de realidade… risos. Se ele me enviar por escrito até posto aqui. Não sei se ele tem razão, mas ficou tão poético… Tomara que ele autorize.