Da janela da minha casa  eu tinha uma vista linda e naquela noite clara, o céu completamente estrelado, me debrucei à janela e fiquei ali, sem dizer nada, só contemplando. Nem o frio da noite era capaz de me afastar dali. Ouvi então os passos de B., um grande amigo que eventualmente me visitava, e estava ao telefone na sala. Chegou por trás de mim, quieto, talvez consciente que havia um encantamento no ar e qualquer palavra poderia quebrá-lo. Até que uma estrela cadente riscou o céu e me deixou eufórica, feito criança.
– Você viu? – perguntei sorrindo e ale assentiu com a cabeça – Fez um pedido?
– Fiz… E você?
– Eu também… Só não sei se tenho coragem de te dizer. Me diz o seu.
Era a deixa, B. era muito tÃmido, apesar de sempre ir à minha casa, de nos sentirmos super bem um com o outro, nunca havia rolado mais que beijos entre nós. Era uma amizade bonita que eu, confesso, tinha até um certo medo de forçar a barra e afastá-lo.
Foi então que sem dizer nada ele escostou-se atrás de mim. Pude sentÃ-lo duro encostar em minha bunda. Não é que o danadinho estava excitado?! Fechei os olhos e respirei fundo. Pude sentir o perfume dele e a respiração em meu ouvido. Suas mãos começaram a percorrer meu corpo lentamente, tÃmidamente, tocava meus quadris, seios… Virei meu rosto em direção ao dele, oferecendo minha boca para um beijo. Gostava daquela boca. Ele suavemente virou meu corpo de frente para si e beijou-me profundamente. Me encoxando e encostando à parede, dizendo que pediu mais que um beijo à estrela, muito mais.
Mudamente nos encaminhamos para a cama, ele me despindo peça a peça, enquanto eu fazia o mesmo com ele. Deixando apenas as Ãntimas. Deitei-o na cama, e quando enfim de joelhos liberei-o da cueca boxer que usava, olhei-o com carinho. Delicadamente encostei os lábios naquele pau, que de tão duro e excitado, brilhava à luz da lua que invadia a janela. Ouvi um suspiro extasiado em retribuição.
A timidez de B. sempre foi algo que eu respeitei, porque eu sabia que era quase patológica. Ele, um homem bonito e bem sucedido era socialmente um jabuti, que se retraÃa a qualquer ameaça. Agi com delicadeza. Beijei, punhetei e mamei ele com cuidado, carinho e desejo, muito, tanto, que não demorou muito ele pediu que eu parasse, senão gozaria. E disse que, definitivamente, não queria gozar tão rápido, sem me dar prazer.
– Me chupa então!? – pedi.
E ele foi para entre as minhas pernas me fazer feliz. E como me fez feliz. B. me chupava como beijava. Inicialmente de forma tÃmida para depois quase me engolir inteira. Com os dedos ele me deixava mais exposta à sua lÃngua que habilmente me levava à loucura. É claro que eu tenho facilidade em chegar ao orgasmo, mas… Alguma coisa naquela boca me fazia crer que ela nasceu para chupar e adorar uma xota. Gozei gemendo, em espasmos e contrações. Ele bebeu meu suco. E aquilo me excitou demais. Pedi que me beijasse a boca e ele o fez.
E enquanto me beijava, pedi que me penetrasse. Ele sorriu feliz. Vestiu a camisinha e me penetrou lentamente. Ele era grosso e grande, muito, e ser penetrada com tanta suavidade e tão lentamente me fazia sentir preenchida. E quando senti que ele estava todo dentro de mim, pedi que não mexesse, apenas deixasse o corpo pesar sobre mim e ele o fez. Enlacei-o com as pernas, cruzando-as por tras das costas dele. Era um papai e mamãe bem bobinho, mas eu disse:
– Você é tão gostoso que eu decidi, teu lugar é aqui, dentro de mim – e com as mãos eu prendi meu pés cruzados e ele sorriu.
– Não posso sair? Nem para te comer melhor?
– Eu te como! Relaxa, minha xota vai te morder, te engolir, quero contraÃ-la pra vc sentir… – e fiquei contraindo a musculatura vaginal – Gosta?!
– Amo!
E assim ficamos um tempo. Eu pompoando, ele sentindo, as respirações ofegando, o pau latejando em mim… Aos poucos fui afrouxando as pernas e permitindo o vai e vem. Inicialmente lento, era delicioso sentÃ-lo entrar todo e sair. Até que ele foi aos poucos acelerando o ritmo, até enfim gozar numa estocada profunda. Estremecendo o corpo e soltando um gemido. Soltando o corpo e permanecendo ali, sossegado sobre e dentro de mim.
Depois do gozo ficamos um tempo deitados em concha, conversando, falando de programas de computador, quem diria… Como estava ficando tarde, ele foi embora. Fui levá-lo à porta completamente nua apenas envolvida no edredon. Na despedida um beijo, tão suave e ao mesmo intenso como tudo naquela noite.
Depois daquilo B. sumiu, não totalmente da minha vida, mas da minha casa. De certa eu esperava aquilo. Ultrapassamos uma linha têneu que existe entre a amizade e o desejo. Poderia ter dado certo, não deu. Mais tarde eu soube que teve um ataque cardÃaco devido a uns sérios problemas familiares. Voltou a morar com a ex e os filhos. Ainda nos falamos durante um tempo até sumirmos por completo da vida um do outro.
Confesso que hoje, não lembro mais do pedido que fiz à estrela, mas… Guardo aquela noite com tanto carinho na lembrança que acho que a estrela me deu um grande presente.
When You Wish Upon A Star
(Música do filme Pinóquio)
When you wish
Upon a star
Makes no difference
Who you are
Anything
Your heart desires
Will come to you
If your heart
Is in your dream
No request
Is to extreme
When you wish
Upon a star
As dreamers do
Fate is kind she brings
To those who love
The sweet fullfillment of
Their secret longing
Like a bolt
Out of the blue
Fate steps in
And sees you through
When you wish
Upon a star
Your dreams come true
