Virgínia Berlim – Luiz Biajoni

Virgínia Berlim

O título deste post poderia ser: “Fui ao lançamento do livro por uma dedicatória e acabei saindo no lucro”. E isso por alguns motivos, os mais fortes são:

• De perto o Biajoni é mais bonitinho que por foto.
• Virgínia Berlim traz de brinde uma deliciosa trilha sonora.
• O livro é foda!

Amanheci indecisa, não sabendo se relia as crônicas do Alex que mais amo ou se caía dentro da leitura de Virgínia Berlim. Optei por ouvir a trilha enquanto tentava escrever sobre o lançamento carioca dos livros do Alex e do Bia, mas não sosseguei enquanto não parei e li o novo filho do Biajoni.

Rolou todo um ritual. Tomei um banho, coloquei o CD pra rodar, deitei na cama e comecei a ler. O texto de abertura do Alex é uma prévia do que estamos por ler, e não porque ele conte do livro, mas porque em uma palavra define tudo. Adorei. É o que ele diz. Adorei. É o que copio e colo.

Minha primeira impressão foi algo muito doido. Daqui a vinte anos, quando alguém que não viveu a época de hoje ler o livro, vai entrar em um túnel do tempo. Já que o livro é repleto de citações, marcas de produtos, gírias e expressões pra lá de contemporâneas. Senti falta dos celulares, computadores e outras tecnologias, mas… A maneira descritiva com que o Bia relata as situações marca uma época. A época do cara e da tal Virgínia.

Outra coisa que ele faz como ninguém é abusar do fato de ser normal. Suas personagens são deliciosas de serem lidas justamente porque são comuns. Poderia ser qualquer um de nós. Ler Virgínia Berlim é como estar por um tempo dentro da mente do narrador. É possível quase sentir as dores, os sabores e aromas. A sinestesia é total. Sabe aquela expressão: “Queria poder estar por um momento na mente de fulano de tal.”?! Pois bem, ele faz isso possível.

O livro é erótico? Não, mas tem cenas eróticas sim. Citações super naturais, de uma maneira gostosa de ser lida, completamente inseridas no contexto da história. Narradas de uma maneira tão explícita que é como se estivéssemos de voyeur, ou melhor, como se fossemos as personagens.

O CD com Dez Canções de Virgínia Berlim é algo excepcional, um prazer à parte. Com um apêndice no livro trazendo as letras e respectivas traduções, ficamos ainda mais íntimos da história. Lou Reed (um elogio especial para Bed, que pra mim é A música do livro), Nick Cave e até mesmo Bing Crosby, entre outros nos embalam enquanto as cenas se sucedem. Demorei um CD e meio, com direito à pausa para o xixi, para ler. No entanto, já vi que estas dez canções serão para sempre pra mim.

Quando fez a dedicatória, o Biajoni disse que o livro não era lá esta coisas (modesto ele), mas que o CD era tudo. Ouso dizer que tudo é o todo. Livro e CD se completam para fazer parte da minha vida. Repito o que disse o Alex no texto de abertura do livro: Adorei!

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