Meu blog é sobre sexo, sobre um lado inconfessável que todos temos, mas nem sempre temos coragem de expor. Exponho a minha vida sexual aqui, porque escrevendo, eu mesma leio, percebo as reações de vocês, às vezes penso que ajudo alguns mostrando minhas esquisitices, às vezes sinto que choco, mas sempre me conheço um pouco mais. O que sei é que a minha vida secreta não é nem sempre a minha melhor ou mais aceitável parte, mas sou eu, também.
Falo pouco da minha vida real, porque ela é muito chata, como a de todo mundo. Trabalho em algo que todos acham glamouroso, mas eu acho um saco. Deixei de ter prazer à muito com a profissão. Voltei a morar com a minha famÃlia porque não aguentei a barra de morar só e nem foi por causa de dinheiro. Cada um com seus problemas, né?! Há alguns anos tenho levado uma vida bem mais simples. Hoje vivo de maneira bem light, não ganho muito, mas tenho liberdade de fazer minhas artes, viver, escrever… Curiosamente, desde o dia que eu me meti a reclamar menos e agradecer mais, só coisas boas me aconteceram e têm acontecido.
Minha vida secreta relatada aqui é algo que vivi ao longo de vinte anos. Sou liberal, às vezes libertina, alguém bastante singular, mas confesso, o fato de eu ser desencanada sexualmente, não é garantia nenhuma que eu seja desencanada em todo o resto. Puro engano. Sexo é quase uma fuga. Algo como a minha fortaleza da solidão, só que com o outro. Onde posso me permitir ser, dizer e viver o que quiser. Outro dia me disseram que é algo como o meu lexotan. A diferença é que não sou viciada nisso, apesar de gostar muito. Fico meses sem sexo, tem gente que pergunta como consigo, mas quando apaixonada aproveito e vivo intensamente. Vivo um momento que já cansei das trepadas sem comprometimento.
Sexualmente sou uma mulher extremamente compreensiva e tolerante, aceito a diversidade, experimento e antes de julgar, tento entender. Emocionalmente sou uma mulher insegura e frágil que prefere a solidão à ter que conviver ou digerir a hipocrisia que nos é empurrada goela abaixo no dia a dia.
De vez em quando reclamo da solidão. Lamento não me sentir completamente hetero ou homo. Na terapia batia sempre na tecla que achava que o ser ideal pra mim talvez fosse um hermafrodita, mas… Focar a minha felicidade no inalcançável é burro, é fuga e reconheço. Sei que o problema não está no outro, mas em mim. E enquanto não dou jeito nisso, vou dando as minhas cabeçadas. Me apaixonando, tentando superar meus fantasmas e viver minha vida.
Não posso pedir desculpas por ser quem sou. Minha história de vida não pode ser apagada, tampouco meus medos, num piscar de olhos. O pacote completo não sai nada barato… Essa é a verdade!