Efeito Webcam

Minha webcam é o objeto menos usado em meu PC. Só ligo quando minha mãe conversa com os netos que moram em outra cidade, mas nem sempre foi assim. Comprei este acessório no auge de uma grande paixão internética e se minha webcam falasse, ela gemeria de tesão, só com as lembranças dos momentos vividos.

No entanto, confesso, sou hoje muito mais rígida, pouco flexível mesmo. Me prometi, e cumpro, a nada de troca de exibicionismos on line. Isso vicia ambas as partes e acomoda. Principalmente quando o relacionamento é apenas virtual. Se bem que eventualmente, bem que aceito ser voyeur de um ou outro mocinho mais exibido, confesso.

Casados recorrem muito a este tipo de prazer, pois pensam que se não houve penetração, troca real de fluidos, não teve adultério. Bobinhos… Tem quem acredite que este tipo de masturbação simultânea é a melhor saída para experimentar novas sensações sem sair de casa. Sem trair de fato. E depois, quando encontram o marido ou a esposa na cama, trepam deliciosamente com o parceiro, inspirados na lembrança da masturbação à distância. No sabor do desconhecido. Se valeu a experiência, ótimo! Não estou aqui para julgar. Minha avó dizia que “cada um sabe onde o seu sapato aperta”. Deixo rolar, que cada um saiba de si.

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Não vou negar que é um tesão ver o outro se masturbando ali, na minha frente, o pau crescendo, a cabeça rosando, melando, as veias pulsando… Ou mesmo uma xota melando, os dedos ágeis percorrendo o corpo, invadindo a gruta úmida, só pra eu ver, me excitar e tocar também. Quando excitada eu me toco com movimentos que vão dos lânguidos a frenéticos, dependendo do tesão. Melo diante da cena, excitada, chupando dedo a dedo, provando o meu próprio sabor, como se fosse outra boca e não a minha. Ver a expressão do outro, o prazer, a expressão de dor, da quase morte, o gemido, o grito de prazer, não tem preço. É… Não vou negar o tesão, não é à toa que vicia.

A questão é que gente precisa de gente, e não apenas ver gente. Corpo precisa de corpo, de toque, de gosto, de sentir a lambida alheia, o aroma desconhecido ou tão conhecido, tanto faz. Certa vez durante uma viagem de negócios, um ex-namorado fez um strip tease pra mim pela webcam em pleno quarto de hotel. Achei uma delícia saber que ele podia estar vadiando pelas ruas da cidade desconhecida provando novos sabores, mas estávamos tão envolvidos que preferimos ficar ali, sozinhos, mas juntos. Ele lá e eu aqui. Coisa de louco!!!

Não é à toa que poucos foram os escolhidos e, felizmente, nunca me arrependi dos meus orgasmos on line. A restrição é apenas contra a banalização. E se voltar a acontecer. Tenho certeza que também não vou me arrepender. Eu nunca digo nunca!