Ter falado das peripécias entre eu e minha amiga no post Isso Nunca Me Aconteceu Antes, me fez parar e pensar nesta doida experiência que é estar a três, numa cama ou numa relação. Eu vivo explicitamente neste momento uma relação a três. Afinal estou apaixonada por um homem que é casado e a esposa dele não apenas sabe, como está se transformando em uma grande amiga. Vivemos um ménage a trois diferente. E confesso, não é impossÃvel que nossa relação torne-se um ménage de fato. A esposa dele é linda, educada, inteligente e sexy, apesar de aperceber-se pouco disso, uma sensualidade implÃcita que parece pedir “desvenda-meâ€. Ela é bissexual como eu e sem contar um ponto primordial, amamos o mesmo homem. Nunca digo nunca.
Ao longo da minha vida, já comentei isso aqui. Vivi algumas relações a três. Eu e minha amiga C., por exemplo. Já estivemos a três em amassos inconseqüentes, com o namorado dela, com o meu namorado, a diferença é que eu até então, não via naquela relação nenhuma conotação bissexual entre nós. Confesso jamais ter tido vontade de acariciar os seios dela, beijá-la e mesmo quando nossas bocas se roçavam enquanto partilhávamos um pau não era algo extraordinário. Era natural, nossos corpos eventualmente se tocavam, me excitava o todo e não minha amiga em si. Havia entre eu e ela uma cumplicidade, quase uma irmandade, mas não era algo erótico e especÃfico entre eu e ela.
Foi depois dos trinta que eu passei a me permitir imaginar um pouco além do que já havia feito. A partir de então, quando fantasiava um ato sexual com uma mulher, sempre era completo e muito rico em detalhes e sensações. Com a internet conheci uma menina em um site de relacionamentos, ainda que ambas usassem em seu perfil a heterossexualidade como opção. Esta me fez realmente parar e pensar, desejar. E pouco tempo depois conheci outra em um chat do MSN, esta muito doidinha. Nunca partimos para o real apesar de termos usado a net para liberar nossas fantasias. E quando me apaixonei por um italiano, comentei com ele este meu desejo e isso passou a povoar nossas mentes até o casal T. e G. aparecer em minha vida. Com eles eu experimentei o sexo homossexual e bissexual, já que aconteceu apenas entre eu e ela inicialmente e só em um segundo momento entre eu, ela e ele. Na época eu estava mais interessada na experiência do que no relacionamento em si. Tanto que ficou para trás. Chegaram a propor a minha ida para a casa deles, morar a três, mas não era meu momento. Apesar do grande carinho que se estabeleceu entre eu e ela precisei me afastar, não estava preparada. Mais tarde tive experiências a três novamente, mas com a contratação de prostitutas que tiveram seu papel importante, foi delicioso. E também outras experiências a três, mas estas no BDSM, que tem uma conotação completamente diferente do ménage em si, apesar do erotismo e o número de parceiros não variar.
Curiosamente sempre optei por duas mulheres e um homem, em todas as minhas experiências a três. Tenho hoje uma consciência que é a figura do feminino que me excita. Já fantasiei e muito um delicioso swing, uma suruba com muitos casais, mas ainda não realizei isso. Sempre que estou perto de acontecer, alguma coisa desanda.
Algumas idéias possÃveis no ménage entre dois homens e uma mulher me incomodam um pouco. Como a dupla penetração em mim, por exemplo, só imagino desconforto, e nunca prazer. Já a situação de estar sendo penetrada por um homem, enquanto este mesmo homem é penetrado por outro me leva a um estado de excitação absurda. Sem contar a fantasia com a figura do transex, que com pau e peitos nunca foi pra mim uma aberração, mas sim um ideal. Adoraria experimentar a mesma cena, ser penetrada pela transex e sentir meu homem metendo nela. Creio que estas seriam as duas possibilidades onde um ménage com dois homens se torna possÃvel para mim, pelo menos na minha imaginação, por enquanto. E enquanto não acontece, vou vivendo o possÃvel.