Já era bem tarde quando ouvi o barulho da moto diante da minha casa, quase não acreditei. HavÃamos conversado não fazia mais que trinta minutos, ele estava com a voz rouca e disse estar com febre. Já tinha dado por perdida a esperança de vê-lo aquela noite. Abri a porta e dei de cara com aquele sorriso lindo. Lindo e inconseqüente. Saà do jeito que estava, descabelada, descalça, vestindo micro saia bem velha e blusa de moleton. Nunca entendi muito bem porque nunca senti frio nas pernas, mas é assim até hoje. Abri o portão e quando cheguei à calçada ele já havia descido da moto. Me aproximei dando um beijo, eu adorava beijar aquela boca. Ele era o safado mais delicioso que eu conhecia e quando estava com ele esquecia tudo, as faltas, as mentiras esfarrapadas… Confesso que até dar aquele abraço, imaginava que a gripe era mais uma mentira, mas não, quando encostei meu rosto ao dele, ele ardia em febre.
– Você está com febre! – disse visivelmente preocupada.
– Estou? Ahhhh, deixa pra lá… – e dizendo isso me agarrou novamente, dessa vez passando a mão em minha bunda para constatar se eu estava sem calcinha, ele sabia que em casa eu dificilmente usava – Fiquei doido quando você ao telefone me disse como estava vestida.
– …mas eu estou horrorosa!
– Está linda! – me disse com a voz rouca, que nada tinha a ver com o tesão e sim com a garganta que devia estar terrivelmente inflamada, visto o febrão dele.
– Vamos entrar… – eu disse preocupada e tentando me desvencilhar daquelas mãos, mas ele parecia decidido a não me dar ouvidos.
– Não… Estamos bem aqui. Já viu como a rua está vazia?
– É o frio. Carioca odeia frio. – eu disse bem aconchegadinha no abraço dele.
– Hummmm… E eu adoro me esquentar com você. – falou bem safado encostando-me ao muro da minha casa, escondidos sob a sombra de uma enorme árvore que havia na calçada.
Foram tantas bocas, mãos e braços que eu nem sei. Ele tinha o dom de me tirar o juÃzo. Por um instante esqueci completamente que estava diante da minha casa, na rua, a céu aberto, protegida apenas pela sombra de uma árvore. E enquanto ele com a boca percorria meu pescoço, orelhas e buscava minha boca, com as mãos acariciava meu corpo sob o moleton. Os mamilos tão rÃgidos que quase doÃam de tanto tesão. Levantou a blusa ousadamente, ainda olhei para os lados para ver se alguém observava, mas todos estavam aquecidos no interior das suas casas enquanto ele me esquentava ali. Enquanto com dois dedos brincava com um de meus mamilos, com a boca ele beijava, mordiscava e finalmente mamava o outro. Segurou meu corpo com firmeza, nós parecÃamos malabaristas, tamanha era a contorção dos nossos corpos. Quando os dedos dele enfim me tocaram entre as pernas, eu estava já toda melada. Com as mãos procurei seu pau, que duro também melava. Olhei em seus olhos, bem safada e comecei a masturbá-lo suavemente me detendo na cabeça do pau. Ele então se afastou um pouco, pegou a carteira que havia colocado em cima do muro e pegou uma camisinha. Sorri cúmplice. Me ajoelhei diante dele, e antes de colocar a camisinha acomodei aquele pau todo em minha boca, chupando gostoso e suavemente, para só então vesti-la. O tesão era tanto, que mal acabei de colocar a camisinha, ele me puxou para cima, recostou-me à parede levantando uma de minhas pernas enlaçando em sua cintura. Ele não meteu suavemente, era tanto desejo que o fez com urgência, quase desespero. Me comeu feito bicho, quase mudo, só gemendo baixo e respirando em meu ouvido. IncrÃvel como a simples lembrança do fato me enche de tesão ainda hoje só em lembrar. Quando gozou, meteu fundo, ficando por um tempo ali, de pé, parado, todo dentro de mim. Suávamos tanto, mas tanto, que eu fiquei até preocupada com ele.
Foi então, que sobre os ombros dele eu olhei para a janela da casa do meu vizinho da frente. Vi que havia uma sombra, apesar da luz apagada. Não sei a quanto tempo ele estava ali, mas certamente tinha visto alguma coisa. Comentei com ele e rimos um pouco do fato. Ele arrumou a roupa, mas continuou ali por um tempo, encostado ao meu corpo. Ele realmente suava mais que eu, talvez a febre indo embora.
– Você é louco… Olha como está suando!
– Deve ser a febre indo embora – ele concluiu.
– Quem vai embora agora é você, já estou até vendo este vizinho safado ligando pra minha mãe e dizendo que a filha dela está trepando no portão de casa – eu disse divertida.
E ficamos um pouco mais juntinhos, até nossas respiração e temperatura do corpo voltar ao normal, acho que aquela febre era contagiosa…
Quanto ao vizinho ele nunca falou nada comigo ou com a minha mãe sobre aquela noite, tenho certeza que ele viu tudo, como tenho certeza que viu algumas outras coisas mais ao longo da minha vida. Sempre fui ousada e sempre aproveitei as oportunidades, a única diferença é que depois daquilo, passei a ter platéia.