Pela Webcam

 

“A webcam está para o exibicionista, assim como o espelho para o narcisista.”

Nestes anos lidando com fetichistas me deparei com uma verdade meio doida. Fetiche não é para ser entendido, mas sim, para ser vivido e ponto. O simples fato de imaginar uma situação onde possa se expor, já é motivo de grande prazer, um prazer quase orgástico. Só capaz de entender quem o é. Quando E. perguntou se poderíamos conversar com a webcam aberta eu entendi, ele queria mostrar-se. E não apenas mostrar-se, queria ver as minhas reações. A reação de quem vê é muito importante para o exibicionista.

– Quero te apresentar meu pau… – disse reticente e com olhos baixos.

– Oba! – disse bem alegrinha, já tinha visto fotos dele, ao vivo só poderia ser melhor.

E então, a webcam tremeu pra lá, pra cá, e de repente eu vejo aquela coisinha meio mole, meio dura amparada pelas mãos dele.

– Gostou?! – ele perguntou meio inseguro.

– Mmmmmm… – fiquei muda, meio sem ação. Pela foto o pau dele parecia uma graça, mas ali diante de mim, parecia uma haste de base fina finalizando com uma cabeça de cogumelo.

– Não gostou?! – ele perguntou ainda mais ansioso. E eu pude perceber que diante do meu desdém, aquela coisinha manifestava-se um pouco mais em sua mão. Bingo, pensei, o lance dele é humilhação.

– Bem… – fazendo um charminho e uma careta zombeteira para continuar com o jogo do “eu mostro e você desdenha” – Já vi maiores amor…

– Minha Domme dizia que meu pau era uma vergonha, e sempre que eu mostrasse a uma outra Domme que eu deveria me desculpar. Peço desculpas B.

– Pois é, sua Domme tinha razão, com um pau desses, melhor dar o cu. – eu concluí divertida, vendo uma reação ainda maior daquela coisa pequetitica.

– Você me desculpa B.?! – disse bastante envergonhado.

– E de que adianta te desculpar? Teu pau vai crescer? Vai ficar grosso? Só te resta mesmo compensar com alguma coisa, ué?! – disse aquilo rindo por dentro, mas estava cada vez mais excitada em humilhá-lo e continuei – Larga esse pauzinho agora, quero ver isso mole, vai pegar uma fita métrica, acho que em repouso ele não tem mais que alguns centímetros.

E ele obedeceu, foi buscar a fita métrica, deixou de manipulá-lo e quando eu vi, em repouso seu pau era ainda mais insignificante e fino. Tive que dar uma gargalhada. Mole, aquele pauzinho não chegava a 6cm. A cabeça que antes parecia um cogumelo garboso, escondia-se tímida sob a pele do prepúcio.

– É… Realmente com uma coisinha dessas… – disse zombando e continuei – Fiquei curiosa agora, coloca esse troço duro novamente, pois quero que você veja a medida dele alegre.

E ele começou a manipular o pau novamente, dessa vez crescendo rápido, o jogo estava estabelecido, estávamos completamente envolvidos nele. Em pouco tempo o pau estava duro e mais uma vez ele perguntou o que deveria fazer, pois era meio lento no raciocínio. Fui incisiva.

– Tem que medir essa coisinha dura, já vi que não fica melhor que isso, aliás, puxa um pouco, quem sabe puxando cresce. – e ele obedecia, me levando ao delírio. – Mede logo E. milagres não acontecem.

E quando ele mediu, fiquei realmente chocada, menos de 15cm de pau duro, o que é uma boa média para o brasileiro comum, não fosse a circunferência infeliz, pouco mais de 9cm. Felizmente para E., o motivo de sua vergonha, era também o motivo para o seu prazer. Humilhar-se com o tamanho do seu pau era orgulhar-se com a capacidade de acomodação do seu cu.

– É B., realmente ele não é grande coisa, como você mesma já comentou e minha Domme também, o que eu não tenho de pau, tenho de capacidade de acomodação em meu cu. Tenho um plug anal em formato de cone que tem 26cm de circunferência, que até acomodá-lo por completo demorei um mês, mas consegui. – disse orgulhoso.

– Hummmm… Pensei numa coisa agora, já que este cu é tão poderoso. Quero que você procure agora alguma coisa de 15cm em seu quarto.

– Como o que?!

– Sei lá… Um tubo de qualquer coisa, eu só não quero que seja muito grosso, tem que ter esta medida e ser fino como o seu pau. O que eu acho difícil de ter algo tão pequeno e fino, mas… Procure.

E ele voltou com um tubo de desodorante em aerosol, infelizmente mais grosso que os 9cm dele, mas na falta de algo melhor…

– Agora você vai seguir minhas instruções. Quero que coloque este tubo do lado do seu pau duro, quero ver, comparar os tamanhos.

E assim ele fez. Eu pude ver que apesar do constrangimento da comparação, ele o fazia com bastante desenvoltura. A humilhação e a exposição fazia parte do jogo.

– Quero que você agora enfie este tubo em seu cu, quero que você, que tem uma capacidade de acomodação anal tão grande, sinta a raiva que uma mulher sente em ser penetrada por uma coisa tão pequena e fina. Acredito que nem cócegas este pau faça em uma xota, e olha que eu curto pompoarismo hein, mas com essa coisinha acho impossível.

E ele obedeceu mais uma vez, enfiando com facilidade o tubo. E curiosamente enquanto ele enfiava aquilo nele mesmo, eu sentia minha calcinha umedecer, minha xota piscar de tesão e os mamilos eriçarem. E nisso tocou o telefone da casa dele, por um instante o jogo parou. E quando voltou eu conclui meu desejo.

– Pra completar nosso jogo, eu só quero mais uma coisa.

– O que? – ele perguntou curioso.

– Quero que goze pra mim e lamba sua própria porra.

– Isso eu não posso.

– Como não pode? É macho para atochar um troço no rabo, mas não tem capacidade de lamber sua própria porra? – eu disse indignada.

Por um instante houve um grande silêncio, uma queda de voltagem aqui desconectou meu MSN e quando a conexão voltou ele ainda estava à minha espera. Resolvi me despedir, meio indignada com a recusa.

– É, vou desconectar agora, afinal de contas, a única coisa que eu tive aqui foi uma visão de um pau minúsculo e uma recusa a um pedido meu…

– Não! Por favor… Abra a webcam. – e assim eu fiz.

Nesse momento ele começou a masturbar-se freneticamente, e não demorou ao orgasmo chegar. O leite jorrou forte, viscoso. E de repente ele me mostrou a mão lambuzada de porra, aproximou da câmera, depois levou aos lábios e lambeu com o rosto visivelmente enojado. Por um instante eu pensei que fosse vomitar, mas não. Continuou, obediente e obstinado. Eu então sorri, vitoriosa e feliz.

UP DATE – E. criou um blog, e vai contar suas peripécias e humilhações enquanto escravo. Acho que vale a pena dar uma olhadinha. No mínimo, é divertimento e entretenimento, para não dizer tesão para os sádicos voyeurs.