Quase Sagrado

 

 

 

E ali, sentada diante e sobre o Doutor M. não precisava de muito mais, a energia emanava de nossos corpos. Sentada em seu colo, pernas cruzadas por tras dele, tinha-o completamente encaixado dentro de mim, pulsando, enquanto a minha musculatura interna massageava-o, pompoava-o. Meus pelos roçavam nos dele, umbigos, seio no torax, boca com boca a respirar o ar um do outro. Meus braços e mãos acariciavam o corpo dele, enquanto o dele fazia o mesmo no meu, sentia seus dedos passeando em minhas costas. Sensações demais para um só momento. Momento que eu queria eterno. À meia luz, com os olhos semicerrados, como se estivessemos drogados, entorpecidos de prazer, senti um fogo interno pelo meu corpo, aquecendo, incendiando. Com os olhos fechados, apertei-o mais entre minhas pernas e braços e senti o mesmo em retribuição. Ele pulsava cada vez mais dentro de mim, enquanto eu me concentrava pompoando, a estrangulá-lo. Não precisava de nenhum movimento, éramos energia pura em fusão. Senti o corpo dele estremecer, um gemido e beijei aquela boca profundamente. O corpo dele estremecia em espasmos, enquanto seus braços me apertavam. E com ele totalmente dentro de mim, senti aquele membro inchar, pulsar, explodir em gozo e repousar. Nossos corações foram aos poucos desacelerando, a respiração voltando lentamente ao normal e pude sentir nosso caldo escorrer dela, que estava agora relaxada, era apenas uma gruta para o repouso do gigante adormecido. E ali ficamos, mudos, entregues, cúmplices do nosso ato de extremo prazer.

PS – Apesar de ter ilustrado o post com uma imagem característica do Tantra, e a posição em questão ser a mais difundida do sexo tântrico, não sou adepta do mesmo. Sexo tântrico é muito mais que uma trepada gostosa e um orgasmo intenso. Até gosto dessa troca de energia e encontro de almas, mas… Gosto mesmo é de sexo, tântrico ou não.