
Estudei com J. durante dois perÃodos. Ele era um professor extremamente qualificado, mas como pessoa, fumava muito, falava alto toda a espécie de palavrões e era totalmente sem modos. J. era bonito apesar de maltratado e, curiosamente, apesar de tudo o que disse acima, nosso relacionamento sempre foi mais embasado nas qualidades do que nos defeitos. Eu tinha admiração por ele e odiava quando via as outras alunas zombando do seu jeito mal educado de ser. Durante os dois perÃodos que estudamos juntos fomos amigos, no entanto, ambos sentÃamos que havia entre nós certa tensão sexual. E então, primeiro semestre que não fomos mais aluna e professor, nos tornamos amantes.
J. era uma figura interessante. Sua casca grossa não era mais que isso, uma casca, era no fundo um grande tÃmido que chegava a enrubescer diante de algumas de minhas investidas. Casado há dez anos naquela ocasião, vivia um momento pouco erótico e fraterno demais na relação, fantasias povoavam a sua mente e comigo realizou algumas. Excitava-me profundamente deixá-lo desconcertado em nossos encontros rápidos pelos corredores e salas da faculdade. Eram deliciosos amassos e beijos em lugares completamente insólitos. Coisas bobas como excitá-lo manualmente na sala dos professores vazia, a ponto de poder chegar alguém a qualquer momento, pedir que mamasse meus seios durante a descida do elevador ou simplesmente sentir seu pau duro encaixado à minha bunda enquanto descÃamos juntinhos as escadas.
Durante o tempo em que estivemos juntos, pude perceber J. rejuvenescer. Preocupar-se mais com as roupas e aparência fÃsica. Passou a ter a barba sempre feita, emagreceu um pouco, usava o cabelo sempre aparado, e cada vez que eu percebia uma dessas pequenas mudanças recebia dele um sorriso e um beijo apaixonado. Nos beijávamos muito, muito mesmo. Lembro que certa vez ele me confidenciou que há muito não fazia o mesmo em sua casa, beijar.
Ele foi, talvez, o primeiro homem que eu percebi uma atitude sadomasoquista na cama. No entanto acredito que era inconsciente. Provavelmente hoje eu saberia exatamente como agir, conduzir, mas naquela época tudo era ainda muito novo pra mim. A caracterÃstica mais interessante nele, é que eu percebia um lado sádico e ao mesmo tempo masoquista. Foi o primeiro a estapear minha bunda enquanto me comia de quatro com meus cabelos entrelaçados em sua mão. Também adorava me comer de frente, com os joelhos em seus ombros, fodendo bem forte e fundo, me olhando nos olhos e me chamando de puta, eventualmente amassando meus seios e mamilos com as mãos até provocar grande dor. Tinha uma obsessão por comer meu cu que infelizmente nunca realizou, mas brincou com alguns dedinhos por lá enquanto sentia meu gozo jorrar em sua boca. Curiosamente eu percebi que ele também curtia sentir dor, ter os mamilos beliscados, mordidos, chupadas intensas. Descobri que quando chupava seu pau e bolas de maneira mais forte ele gemia de dor e prazer, o pau não baixava diante da dor. Como sua vida sexual com a esposa era nula, passei a abusar das mordidas em lugares discretos, fincava as unhas firmes em suas costas enquanto ele me comia feito bicho, até cair pesado sobre mim, gemendo, quase desmaiado de tanto prazer.
Foram quase seis meses juntos, logo depois que me formei fui trabalhar em outra cidade, para tristeza dele e minha também. TÃnhamos uma ótima quÃmica juntos. Anos depois o reencontrei em uma visita à faculdade. Ele não trabalhava mais lá, foi uma grande coincidência o nosso encontro. Entrei no carro, conversamos um pouco, mas ambos estávamos com os horários apertados e os compromissos anteciparam nossa despedida. E não podia ser diferente, um beijo na boca gostoso, molhado, onde as mãos dele buscaram meus seios e meus dedos seus mamilos. A intensidade daquele beijo mostrou que nossa história, mesmo tantos anos depois, ainda não acabou.