D & G – A Traição

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Não lembro bem como a conheci, mas lembro o ano 1994, tetracampeonato brasileiro de futebol. D. virou uma amizade de cama e mesa, como diria a minha avó. Amanhecia e anoitecia o dia aqui em casa. Foi uma época que eu estava entre empregos e fazia faculdade de manhã, portanto sobrava tempo para fofoca e aprontar. Já conheci D. separada de G., mas ele era o assunto principal dela.

Segundo ela, G. era o melhor beijo, o melhor partido, a melhor trepada, o maior e melhor pau… Passava horas falando dele e eu, já meio sem paciência, um dia perguntei que se ele era tão maravilhoso, porque não estavam juntos? Ela gaguejou, desconversou, mas então assumiu cheia de vergonha que, infelizmente, apesar de amá-lo tinha um vício, adorava trair seus namorados, com ele não foi diferente. Ele podia ser tudo de bom, mas ela tinha mania de não perder oportunidades, nem por G.

Lembro que eu na época achei aquilo tão estranho, incoerente. Até hoje, quando estou apaixonada sou fiel, feito cachorro, safadeza, só se for junto, nada de coisas escondidas. No entanto, eu via verdade e sofrimento nas palavras dela. Fui então dar uma de cupido e tentei ajeitar as coisas entre eles. Só o conhecia de vista, mas não foi difícil fazer contato, ele fazia cooper no mesmo lugar onde eu fazia caminhada. Ele era inteligente, bonito, interessante, nunca faltava assunto, estava sempre bem arrumado e cheiroso, bom filho, não bebia, não fumava, tinha uma vida super saudável. No entanto, particularmente eu achava-o bonzinho demais, daquelas pessoas que sempre querem agradar. Numa análise superficial, não dava pra imaginar aquele Senhor Certinho um deus do sexo. Minha amiga devia mesmo ser muito apaixonada, G. de tão educado e perfeito parecia um gay e aquele pensamento virou idéia fixa pra mim.

Ficamos amigos, e por mais que eu tentasse convencê-lo a tentar voltar, ele se prendia à traição dela para não querer sequer tocar no assunto. Já que ele não sabia das outras escapulidas e da compulsão dela por traição, não era eu quem iria comentar. Às vezes, eu chegava a pensar que havia certo alívio dele com o deslize dela, ela deu o motivo que precisava e ele se valia disso. Foi então que desistindo do papel de reconciliadora, conversei com ela seriamente, disse que era caso perdido e ela continuou sua vida com seus múltiplos namorinhos, sua obsessão por ele e a nossa amizade, que eu fingia não saber bem porque, havia esfriado um pouco após a minha tentativa de cupido frustrada. No fundo, G. se tornou um mistério a ser desvendado por mim. Minha intuição me dizia que ele era gay, mas tudo o que ela dizia ia contra e eu, curiosa, quis tirar a prova.

Meu contato com ele ficou cada vez mais freqüente e em uma das noites que saímos, apesar do adiantado da hora, aproveitamos para caminhar e conversar. Eu não perdi tempo e puxei um assunto bem safado. Já havíamos algumas vezes falado de sexo, de desejos, até mesmo fetiches, mas naquele dia fomos mais além. Descobri que ele tinha um tesão absurdo por lingerie vermelha e como naquele dia eu estava com uma, descaradamente puxei-o para um canto escuro na intenção de mostrar pelo menos o sutiã. Sempre fui exibicionista, eu é que não perderia a oportunidade de tirar minha dúvida. Abri minha blusa bem devagar, conversando calmamente dissimulando a minha má intenção em seduzi-lo. Ele suava, gaguejava, dizia que eu era louca, mas não corria. Estava ali diante de mim parado, hipnotizado pela minha atitude. Abri até o quarto botão da camisa e perguntei se ele gostava, e ele sorriu sem graça dizendo que o sutiã era realmente lindo. “Pronto, já mostrou, agora vamos, antes que alguém perceba que você está ficando pelada no meio da rua” e antes que ele virasse e saísse eu aproximei meus lábios do dele, iniciando um super beijo.

Nem preciso dizer que minha teoria caiu por terra, aquele homem nasceu para beijar. Se era gay ou não, pouco importava, sabia exatamente o que fazer com mãos, boca e principalmente, como esfregar-se em mim a ponto de me deixar doida. Beijou, chupou, mordeu, mamou meus mamilos até me endoidecer completamente. Juro que esqueci que estávamos na rua e aproveitamos o cantinho discreto para dar vazão à sacanagem. Sem parar de me beijar a boca, com as coxas ele entreabriu minhas pernas e com mãos ágeis, levantou a saia e afastou a calcinha. Molhou seus dedos em minha xota melada e dedilhando, encontrou meu clitóris rijo e sensível de tesão, gozei em segundos de tão excitada que estava. E para retribuir, abri o zíper da calça dele, libertando o seu pau latejante. Apalpei, punhetei, a cabeça estava inchada, melada e sem dizer nada, olhei para os lados e vendo que não havia ninguém por perto, me coloquei de joelhos e comecei a chupá-lo. Abaixei um pouco mais o jeans e o fato dele estar sem cueca facilitava a mamada. Enquanto chupava, massageava de leve suas bolas, e acariciava a sua bunda enquanto ele ditava o ritmo da chupada, fodendo minha boca, empurrando minha cabeça de encontro ao pau. Eu entalava, mas desafiadoramente olhava-o nos olhos, tendo o céu estrelado como testemunha.

Foi então que tive uma idéia, meti dois dedos em minha boca e deixei-os melados de saliva, voltei a mamar seu pau e com a mão por baixo, comecei a dedar de leve seu cu. Percebi que aquilo o deixou doido de tesão e continuei. Comecei com um dedo, mas logo meti o segundo e foi então que ele segurou firme minha cabeça, estremeceu o corpo e gozou. Quando senti o jato de porra em minha garganta, ainda tentei tirar a cabeça, mas como estava em suas mãos ele me manteve ali, entalada, meti o dedo bem fundo e senti as pernas dele fraquejarem. Ele soltou minha cabeça, eu tirei lentamente meus dedos. Cuspi a porra para não vomitar, enquanto ele arrumava a calça, trêmulo. Foi escorregando pelo muro até sentar no chão, diante de mim, que ainda estava de joelhos. Ele deu um sorriso, segurou meu rosto entre as mãos e me deu um beijo gostoso, profundo, metendo em alguns momentos os dedos melados de mim em nossa boca, fundimos naquele beijo nossos sabores. Permanecemos um tempo ali, sentados, até recuperar o fôlego, mudos, não tínhamos nada a dizer. Pouco tempo depois ele me deixou em casa e foi embora.

Dias depois, não sei exatamente como, o assunto chegou aos ouvidos dela. Até hoje eu não sei como o assunto vazou. É claro que ninguém nunca soube os detalhes do que rolou, mas foi horrível a repercussão do fato. Fui taxada de traidora, mesmo eles não estando mais juntos e sendo D. a safada que era. Para todas as amigas em comum, eu fui a grande safada, traidora e a nossa saída era algo inconcebível, em se tratando de mim. Podia ser qualquer uma, mas não eu, sua amiga mais fiel. Eu e G. acabamos não saindo mais e nos afastando. Até hoje eu não sei se foi pelo buxixo que rolou em torno ou se ficamos meio envergonhados pelo que aconteceu. Afinal foi intenso, mas deliciosamente constrangedor.

Pouco tempo depois D. engravidou de um de seus muitos namoradinhos e mudou-se do bairro em que morávamos. G. foi morar em outra cidade e eu nunca mais vi. Fiquei sabendo que ele casou, tem filhos, tornou-se um homem de família. Algumas más línguas dizem que ele tem um caso secreto com o cunhado, marido da irmã, eu não sei, nunca soube. Da nossa experiência, a única lição que eu tirei é que jamais devo julgar um perfume pela embalagem. Gay ou não, G. era um gostoso!