O Tapa

O tapa

Quando ele ficou ali parado diante de mim esperando o meu comando, senti um troço estranho dentro de mim. No fundo nem eu sabia o que faria, mas fiz.

– Tira toda a roupa agora, quero te ver completamente nu – disse isso divertida, mas firme. O prazer era interior.

– Sim, Senhora!

E enquanto ele tirava a roupa, já de pau em riste eu pensei: “Pervertido!” e sorri. Ele não ousava levantar os olhos pra mim, e aquilo me deixava excitada, parecia ter medo do que eu poderia fazer, era nosso primeiro encontro, ambos corríamos riscos, mas acho que era o risco, o desconhecido que nos incendiava por dentro.

E quando o vi completamente nu, com o pau duríssimo apontando para o teto, me aproximei. Uma distância mínima que nitidamente o incomodava e excitava. Coloquei a mão em seu pau e fiz uma suave compressão, não masturbação, era um aperto mesmo. Queria provocar dor, mas de leve. Pude ver seus olhos fechando enquanto suspirava profundamente, ao mesmo tempo sentia o aroma do meu perfume. Percebendo o prazer estampado na face dele eu perguntei:

– Está gostando?

– Sim Senhora… – ele respondeu sorrindo.

– É… Posso ver esta coisa ínfima crescendo em minha mão. Não tem vergonha de ter um pau tão pequeno?

– Tenho sim Senhora, mas…

– Não! Sem mas. Não mandei falar, só responda ao que pergunto – eu disse séria, a cena já acontecia, não podia mais parar – Com um pau desses acredita que pode me servir, me dar prazer?

– Não Senhora!

– Então vá embora.

– …– Você é burro? Se não presta pra nada o que faz aqui? Vá embora agora!

Ele ficou atordoado, estava apenas começando e eu já o mandava embora?! Olhou para as roupas no canto do quarto e para o meu rosto sério, mas que no fundo gargalhava por dentro.

– Mas… Senhora… Eu imploro, por favor, me deixe ficar. Eu posso serví-la de outras maneiras…

Neste momento, percebendo o desespero dele eu estalei um tapa em sua face, o rosto dele virou, os olhos faiscaram de surpresa e desejo. O teatro já estava estabelecido, a cena realmente havia começado.