Curiosidade – Onde Tudo Começa

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Conheci a T. de uma maneira meio insólita. Segundo ela foi previsível, insólita só pra mim. Estava cadastrada em um site de relacionamentos, quando a curiosidade bateu e eu inseri na minha busca mulheres, idade próxima à minha, no meu estado e bissexuais. Lembro que eram muitas, a grande maioria sem fotos, todas casadas ou comprometidas. Naquela noite olhei muitos perfis, nenhum em especial chamou a minha atenção. Na minha fantasia ela não tinha rosto, só atitude. Atitude de mulher livre, este fato fez a minha mente voar e me masturbei imaginando a possibilidade.

No dia seguinte antes de sair para o trabalho abri meu e-mail e lá estava o e-mail de T. comentando que viu meu interesse em seu perfil e se poderíamos conversar. Nossa! Eu tremi. Mandei um e-mail educado em resposta, nitidamente sem graça, comentando que foi apenas uma curiosidade, mas que eu era heterossexual. Ela foi um doce, educada, respondeu carinhosamente, por um mês trocamos mensagens, nos falávamos ao telefone, desenvolvemos uma amizade. Eu sempre com um pé atrás, tudo o que eu mais queria era o que eu mais temia. Sonhava em dar prazer a uma mulher, em ter prazer com uma, mas aquilo me deixava meio confusa, o único prazer que eu conhecia até então era hetero.

T. era casada com G., homem bonito, bem mais velho, tinha um filho. Estavam a pouco tempo no Brasil e nossa amizade foi ficando bem gostosa. Fui um dia almoçar com eles, e de perto pude ver que T. era ainda mais interessante. Já naquele primeiro encontro real, enquanto o marido e o filho estavam na feira, tivemos tempo para conversar. Ela comentou que foi ele quem a estimulou a sair com outras meninas, mas que só fez porque como eu tinha curiosidade e gostou. Nosso papo foi aberto e pude ver que não era sexualmente indiferente a ela, muito pelo contrário. No entanto, o almoço foi só um almoço mesmo, mas que abriu as portas da minha libido.

Ter conhecido T., sentido o seu cheiro, o toque da sua pele, me deixou muito excitada. Naquela mesma noite liguei pra ela e eu comentei a minha excitação, ela riu e disse que a dela também. Que logo depois que eu saí, ela e o marido se atracaram na cama me imaginando entre eles. Até aquele momento, ela não havia cogitado ainda a participação dele em um possível encontro nosso, só que desde a primeira mensagem eu já sabia que era essa a real intenção. Já havia estado a três em outras ocasiões, mas sempre com o tabu de não tocar ou ser tocada por uma mulher. Ter essa possibilidade com eles era algo que me excitava ainda mais.

Final de semana seguinte nós marcamos e o encontro foi delicioso. Estava um dia muito quente, pedi para tomar um banho e ali começava a nossa aventura. O marido saiu com o menino, provavelmente isto já estava combinado. Não demorou muito para que nos tocássemos e conhecêssemos os nossos sabores. Com muita facilidade tive prazer, e mais ainda tive prazer em dar prazer.

Ficamos depois abraçadas na cama, conversando e acarinhando uma a outra, quando a porta do quarto se abre e era o marido. Estava de roupão e visivelmente excitado. Ele comentou com ela que o filho brincava na piscina do vizinho até o fim da tarde. Depois olhou pra mim e perguntou se podia nos olhar. Não vi problema. O exibicionismo sempre foi o meu maior fetiche. E o simples fato de sabê-lo ali, na mesma cama, apenas a observar me atiçou ainda mais. E o que antes havia sido um ato terno, repleto de descobertas e desejos, se transformou em paixão, daquelas avassaladoras.

Já conhecendo o caminho, voltei a explorar seu corpo, dessa vez procurando os olhos dele que se masturbava. E quando com os meus lábios tocaram seus mamilos rijos e ela  contorcia o corpo de desejo, pedi a ele que me acompanhasse. Ele começou a mamar seu outro seio. Éramos dois em uma, minha mão desceu para a sua xota, e ele já estava com o dedo enfiado nela. Eu estimulava seu clitóris, enquanto ele introduzia e brincava com os dedos dentro dela. Fiquei por cima e encaixei minha xota em sua boca e procurando a dela com a minha. Ele continuava a fodê-la com os dedos e a masturbar-se. Bem de perto olhava a minha boca a saciá-la e pediu se poderia participar mais ativamente. E eu permiti. Foi quando eu sentei no rosto dela e ele começou a fodê-la, metia o pau com força enquanto com as mãos tentava buscar os meus seios. Escorreguei meu corpo para baixo, roçando a minha xota no púbis dela, pedi que ele não me penetrasse, enquanto isso ela mamava meus seios e eu sentia a cada estocada dele nela, como se estivesse me comendo também.

Ele então tirou o pau de dentro dela, deixando sua xota novamente livre para mim. Vi quando ele colocou o pau em sua boca e ela deliciosamente chupava. A cena me excitava tanto, que gozei enquanto a chupava, vendo ela o chupando. Dei um gemidinho com a boca atracada a sua xota e ele percebeu. Me olhou nos olhos e perguntou se poderia foder minha xota enquanto eu a chupava. E eu resolvi permitir, com o uso da camisinha, é claro. Me coloquei de quatro, a cara enfiada entre as pernas dela, o cu e a xota expostos. Com dois dedos ele plugou meu cu, ia resistir, mas ele logo meteu o pau na xota, causando uma sensação tão deliciosa, que eu nem liguei.

De onde eu estava, não podia ver os olhos dele, só os dela, via seu sorriso, e sua carinha saciada, naquele momento eu era o link entre ela e ele. Ele me fodia, o pau entrava e saía de mim, mas era nela que metia em pensamento. Era a sua boca ao invés da minha que estava a estimulá-la e sorvendo o seu suco. Pelos olhos de T. eu vi o gozo de G. e junto com eles eu explodi em um orgasmo louco, com três dedos a fodê-la e minha boca a saciá-la. Um orgasmo tão deliciosamente intenso que quase me fez desmaiar de tesão.

Depois disso mudei de cidade e fui perdendo contato com eles. A mais recente vez que soube deles, haviam se separado, parece que T. se apaixonou por uma menina e ele não aceitou muito o fato. No fundo ele só queria a sacanagem, enquanto T. buscava o sentimento.